segunda-feira, 4 de maio de 2009

S.O.S.

Ontem eu quase chorei lendo um teste do suplemento para homens da Cosmo ("que tipo de homem ideal é você?").

Não sei se estou tendo uma variação hormonal, se voltei a acreditar em príncipe encantado ou se estou virando emo.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Voltar

Voltei com a cabeça mais longe do pescoço,
os pés cheios de rastros, os olhos em todos os lugares e o coração inchado.

terça-feira, 10 de março de 2009

Acontece

Em uma série de infortúnios por causa dos quais eu deixei de ir 
à natação e minha irmã passou para me buscar, acabamos com
o engate do carro dela debaixo do pára-choque do carro de trás.
Para seu desespero e o constrangimento geral, ao engatar a ré para tirar seu carro
estacionado do lugar, o engate encaixou embaixo do pára-choque do malfadado Vectra.
Desci do Ka da minha irmã e segui os três (ela e dois amigos aos quais havíamos oferecido carona), que foram admirar o estrago e o dilema.
Não sabíamos o que fazer, e havia testemunhas: pelo menos o segurança
da escola de inglês do outro lado da rua e o menino com cara de assustado
na frente de um sebo fechado. 
Foi decidido que minha irmã aceleraria o carro, enquanto nossos amigos
fariam pressão do lado de fora e eu, peso do lado de dentro. Foi mais esse infortúnio
desastroso que levou abaixo metade do pára-choque do velho Vectra.
Aí, sim, tínhamos um dilema.
Escrevi um bilhete de desculpas, deixando no pára-brisa do desconhecido nosso telefone para que pudéssemos "resolver o problema".
No caminho para casa, o acontecido foi o suficiente para catalisar na minha irmã o sentimento de culpa e vergonha e a certeza de que o universo conspira contra sua felicidade automobilística. 
"Acontece", foi o consolo que encontramos.
"'Acontece, acontece': é só o que todo mundo sabe dizer. Acontece...", ela disse lembrando do seu histórico como motorista; "Enfiar o carro na traseira de outro, acabar a bateria, queimar a luz do painel... acontece..."
O máximo que encontrei foi: "mas até com o Hamilton acontece".
Ainda estamos esperando a ligação do dono do Vectra caindo aos pedaços,
como chamou minha mãe. Ela, aliás,
já preparou o discurso para quando o infeliz ligar: "Põe a culpa nele. A melhor defesa é o ataque".
Talvez a gente diga: "é, acontece."

sábado, 7 de março de 2009

Amor nos tempos do .com

Estava com minha irmã numa lan house em Santo Antônio do Pinhal,
uma cidade minúscula que em poucos meses passou a ter de uma a pelo menos
cinco lan houses na mesma avenida principal, numa tentativa de ocupar a 
cabeça vazia dos adolescentes com jogos, msn e orkut.  
Era Carnaval, e as cabeças vazias estavam ocupadas com o axé e o álcool da festa
organizada pela prefeitura na praça da rodoviária.
Eis que entra na lan house um velhinho com cara de avô. Ele estava de shorts
e tênis, e parecia um daqueles simpáticos senhores que ocupam seu tempo
com alongamentos e caminhadas matinais - e, aparentemente, com internet.
Deixamos o velho em paz, até que minha irmã não resistiu espiar
a tela em que ele navegava: ParPerfeito.com, num cuidadoso estudo
do perfil de uma senhora que tivera coragem de enfeitar sua página
com uma foto sorridente. 

Ah, no meu tempo... 



sábado, 6 de dezembro de 2008

Coisas de fim de ano

Amigos-secretos, reencontros, compras, pisca-piscas, votos de felicidade, férias, Papai Noel... As pequenas tradições das festas agitam o fim do ano. Uma ebulição toma conta da família para arranjar a árvore de Natal, organizar a ceia... Na casa de quem esse ano? Quem vai cozinhar o peru? Quem vai se vestir de Papai Noel? 
Há quem ame e há quem odeie essa época, tempo de rever a parentela, disfarçar as brigas e as feridas de família na troca de presentes e ganhar um novo bronzeado na praia.
Pela cidade, as lojas não fecham, e até neva. Uma maravilha. 
É também momento de fazer doações, cumprir promessas e assistir a especiais na tevê.
Já comecei inclusive a pensar nas minhas resoluções de ano-novo, as mesmas de sempre, que eu costumo deixar para os últimos 10 ansiosos minutos do ano.
Por aí, tem gente que tem pavor a envelhecer mas comemora feliz a chegada de mais um ano. Ou menos um ano.
Aliás, e se essa virada for finalmente o fim do mundo? É melhor se preparar também para o apocalipse.
10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1... 

 




quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Não

Queria saber falar não!
*
Desfecho da última história: de-repentemente terei um celular
de madame.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Dor de ouvido

Meu telefone celular decidiu ficar muito conveniente.
Parou de deixar que as pessoas me escutem.
Primeiro eu achei que elas estavam surdas, mas depois eu vi que não.
Então, liguei na Tim e pedi um aparelho novo, o qual eu ia conseguir pegar, se não
fosse pela Lentidão que dominou o Sistema deles o dia inteiro. Eu liguei quatro vezes, e fui uma vez à loja para ver os modelos. Vou ligar mais uma, é claro.
Como se isso não fosse o suficiente, em todo esse processo, eles nos obrigam a entregar nossos ouvidos como reféns ao português judiado das atendentes. Se eu fosse a Tim, dava um curso de gramática para elas, coitadas.
Hoje eu juro que eu ouvi que, de-repentemente, eu poderia estar adquirindo um pacote de dados. E ela nem estava ao telefone. E eu nem sabia o que era pacote de dados. Jogou o "de-repentemente" duas vezes na minha cara. Imagine quantas vezes ela não fala isso por dia!